sábado, 30 de abril de 2011

Curitiba no hall das grandes produções comerciais

por Duran Sodré

Com a publicidade curitibana se destacando cada vez mais perante o Rio de Janeiro e São Paulo, Curitiba começou a ser alvo das grandes produções de comerciais. Isso por possuir mão de obra mais barata e custos de vida mais acessíveis, como alimentação e transporte, entre uma série de outras facilidades.
Muitos comerciais de maior orçamento ultrapassaram as exigências do público, e, além de exigir um maior grau de excelência da produção, começaram a utilizar efeitos especiais. Produtoras grandes como a Margarida Filmes e a Corporação Fantástica trouxeram para a capital os produtos da Semp Toshiba, Naldecon, Sukita, Mitsubishi, Knorr, entre outros. Estas produções contam com grandes nomes como Marcos Jorge, Marlon e Carlão Busato nos bastidores da direção.
A Miniart é uma das maiores empresas especializada em efeitos e possui uma história curiosa. Idealizada pelo casal Tatiana Machnicki e Renato Hollanda, nos anos 90, a empresa nem sempre soube o que iria ser. O nome “Miniart” vem da antiga especialização da empresa em fazer maquetes. Mas como o mercado publicitário estava carente de quem fizesse objetos para a arte, de forma espontânea e comum toque do acaso a empresa se estabeleceu. “Uma produtora de objetos, uma vez precisava de um moka-up de embalagem, ou algo do tipo. Lembro que fiz e fui convidado pra participar do set e gostei de tudo aquilo e fiquei com muita vontade de trabalhar com isso”,lembra Hollanda.
Nem tudo era fácil e o casal enfrentou pequenas limitações. “Não existe no supermercado uma prateleira de ‘efeitos’.Então, o que você tem que fazer é buscar coisas parecidas, juntá-las, experimentar”,explica Renato Hollanda. Para aprender a fazer os efeitos, ele dá a dica: é preciso ser curioso e criativo para quem quiser se aventurar por este campo. Making offs também ajudam, mas tem que ter um olho clínico, pois o que mais interessa a quem quer fazer efeitos está normalmente no fundo da tela, bem no canto.
Tatiana lembra os trabalhos mais difíceis que fizeram e de como foram se especializando à medida que o mercado precisava. Ela fala do cuidado que tem quando gravam cenas de explosões e fogo, como no comercial do “Allianz”, e de como o trabalho pode ficar puxado quando os prazos são curtos e a demanda é grande, fato recorrente na publicidade. “O mercado está crescendo. E o mais bacana é que não temos quase concorrência. Pois não é a mesma pessoa que faz um carro explodir, faz moka-up, maquetes, objetos, efeitos especiais, pra gente é muito amplo”, comenta Tatiana.
Uma pena que isto não se aplica ao cinema. “Ninguém vive de cinema no Brasil, nem o Meirelles vive de cinema”,lamenta Hollanda. Ele que já chegou a participar dos longas-metragens de Marcos Jorge e fez o impressionante efeito da bunda da prostituta no filme “Estômago”.

Alguns videos de trabalhos feitos pela "Miniart"



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