segunda-feira, 14 de março de 2011

O cinema-olho de Dziga Vertov



"Eu sou o cinema-olho, eu sou o olho mecânico, eu sou a máquina que mostra o mundo como só ela pode ver". Com essa essa afirmação Dziga Vertov criou polêmicas em torno do cinema-verdade ou cinema-direto. Para ele a câmera tornava a realidade mais precisa do que o próprio olho humano. 
Em "O homem com a câmera" (1929), Vertov mostra, a partir de registros do movimento nas metrópoles, a transformação dessas cidades e o dia-a-dia das pessoas que trabalham nas fábricas.
 
Mesmo sendo um filme com uma das maiores fotomontagens já feitas na história do cinema, "O homem com a câmera" torna-se cinema-direto por Vertov se preocupar com a captura do momento sem a intervenção da câmera no processo da filmagem.
Alguns cortes do filme dão a impressão de serem fotografias, isso deve-se à filmagem com a câmera parada, além do registro dos rostos das pessoas, que passam despercebidos diariamente.
Dziga Vertov foi além e deu início a produção de áudio para seus filmes, pois até então o cinema era mudo. Mas isso só viria a acontecer na década de 60, com a produção de câmeras mais leves que conseguiam capturar som.


Descubra mais curiosidades sobre o cinema da época nos próximos posts.

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